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  • Lila Mesquita

SONHOS E PLANOS

Atualizado: Abr 26

Escrevi ouvindo: Alicia Keys - You don't know my name


Eu poderia começar esse áudio me justificando por não ter enviado o da semana passada mas não vou. Eu até cheguei escrever dois roteiros, gravei um, mas na sexta-feira eu não compartilhei. Não deu gente.

Mas essa semana eu tô aqui, não tão vivona assim mas tô aqui com algumas conclusões que eu cheguei nos últimos dias (e isso não significa que sejam definitivas, tá?)


A primeira coisa que eu percebi nos últimos dias foi em como é bom e faz toda diferença ter alguém ao nosso lado nas empreitadas que a gente escolhe fazer mas eu não to falando daquela pessoa que vai te dar um apoio moral, que vai te encorajar… essas pessoas também são importantes, mas agora eu tô falando daquelas que se aproximam mais de um mentor, alguém que tem mais experiência que você e que consegue te direcionar mesmo sabendo que a última decisão é a sua. Eu tenho a minha terapeuta para minhas emoções, a Erika para o meu trabalho e agora arranjei uma médica maravilhosa, que me pegou pela mão, me ouviu por horas e agora me ajuda a cuidar da minha saúde.


Pra quem é cuidadora, se deixar ser cuidada é tão complexo… A gente vive repetindo aos quatro ventos que precisa de ajuda, que precisa ser cuidada, mas eu não sei você, mas quando finalmente me oferecem ajuda, quantas vezes eu falei “imagina, não precisa se preocupar… eu dou um jeito!”. Eu criei na minha cabeça uma Lila que sabe que dá conta de várias coisas mas esquece de se perguntar a que custo. Spoiler para o episódio do podcast da semana que vem: nós vamos falar MUUITO sobre o porquê das mulheres fazerem isso.


Voltado: eu relutei muito em começar a fazer yoga online porque sempre gostei de ter uma professora ali para me mostrar o que eu não estava vendo. Para apoiar a mão nas minhas costas e me fazer perceber que eu posso ir um pouquinho mais além ou me lembrar que as pernas estão tremendo porque estou colocando energia demais ali. “A yoga ensina a relaxar no esforço”, jamais vou esquecer disso.


Eu morro de saudade das aulas da faculdade porque amava ter alguém ali na minha frente me ensinando coisas incríveis. O privilégio que eu tive por ter sido aluna da Maria Lucia Homem (que na FAAP é Malu) e até mesmo do Pondé, o meu malvado favorito.


Eu gosto de ter guias, mestres, tutores. Eu gosto de admirar as pessoas que estão ali, se disponibilizando a me ensinar algo, me ajudando a crescer.


A segunda coisa que eu percebi foi o quanto eu desafio o tempo. Eu tô aqui na Alemanha não faz nem 2 anos e já quero ter a segurança, o conhecimento e a tranquilidade de quem já mora aqui há 5 anos. Não vou ter e talvez tudo isso demore um pouco mais do que o esperado por conta de tudo que está acontecendo e eu vou ter que lidar com esse atraso (atraso pra quem, né meu anjo?). Hoje, nas minhas páginas matinais eu escrevi e quando me dei conta, estava falando sobre o meu futuro, sobre como eu gostaria que as coisas estivessem daqui alguns anos. Beem papo de coach, né? Mas foi tão bom…

Escrevi como eu estaria me relacionando comigo mesma, com meu trabalho, meu corpo, o estilo de roupa que eu vou usar e o detalhes de mais algumas tatuagens.

Descrevi cômodo por cômodo da minha casa mesmo sem saber onde ela seria, mas já pensando na pastinha de referências do Pinterest.


Quando eu vi, escrever sobre esses sonhos (e por que não, planos) me ajudou a entender que o que eu estou vivendo hoje são os primeiros passos para realizar o que eu realmente desejo. E como todo primeiro passo, dá medo, raiva por não conseguir, vontade de continuar engatinhando porque é mais seguro e o que eu já sei fazer.... Mas no fundo a gente sabe que precisa dar esse primeiro passo… aprender alemão.


Tá difícil fazer planos, mas sonhar… isso ainda dá.


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