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  • Lila Mesquita

HALLOWEEN

Atualizado: Abr 26

Escrevi ouvindo: The Middle East - The Darkest side


Aqui na Alemanha nós estamos cada vez mais próximas do inverno, tempo de reclusão.

Para quem fez o Circular, sabe o quanto é importante passar por essas transições com presença.


Pois bem! Aí no Brasil vocês estão na Primavera, tempo de plantar intenções, ver florescer ideias… Mas a gente pode aproveitar um pouco da simbologia do Halloween como mais uma oportunidade de abrir espaços, deixar ir embora o que precisa ir embora.


Uma das origens do Halloween é a festa pagã de Samhain. Também conhecida como Festa dos Mortos, Festa das Maçãs e Todos os Santos.


A festa de Samhain é uma festa imensamente celebrada, é o momento em que os mortos e os vivos estão mais próximos.

Samhain representa as últimas colheitas e o começo da descida do Deus Sol, encerramento da fase da consistência masculina, do racional e o começo de uma jornada no inconsciente, na força do feminino

Período de reflexão e de análise do ano que tá acabando. Nesta noite, a divisão entre as realidades físicas e espirituais é estreita. Essa noite recorda nossos ancestrais e todos os que já se foram.


A experiência do feriado de finados no Brasil não é de celebração, né? Em países como México, os mortos são homenageados, celebrados. A Fiesta de los muertos é conhecida do mundo todo, o filme Coco ilustra bem a importância desse feriado e a importância que tem, celebrar nossos ancestrais.


Pra quem estava no nosso encontro dos Signos & Mitologia, já sabe que esse período de escorpião é representado pela história mitológica de Orfeu e a sua descida ao mudo subterrâneo.

Orfeu desce ao mundo de Hades e Perséfone em busca da sua esposa Eurídice e quando ele estava quase no final da sua subida de volta com ela, ele olhar para trás e quebra o acordo que tinha feito com Hades.


Eurídice representa a alma… Quando perdemos nossa alma, a única forma possível de recuperar como é? Fazendo a descida, enfrentando nossas sombras, tudo que nos assusta.

Quando Orfeu olha pra trás, ele mostra que a sua descida ao submundo estava mais ligada ao sofrimento do que ao encontro com a alma. Ao olhar para trás, Orfeu precisa de provas de que toda sua jornada teve um resultado final.


Outra história mitológica que a gente ama e que acompanha nossa jornada desde o Circular é a de Perséfone, a deusa das estações. A filha de Deméter é sequestrada pelo rei Hades e se torna rainha do submundo. Perséfone como rainha do submundo é justa, enfrenta as sombras, sabe fazer as passagens sabendo que a morte é necessária e que abre espaço para o novo, para a Primavera.


Bom, deu pra perceber que essa época do ano é muito importante, né? Esse ano a gente ainda tem uma Blue Moon, a segunda lua cheia do mês! A lua cheia sempre representa o ápice, o ponto de mais força e potência. O momento que a lua e o sol se completam (um reflete a luz do outro).


Essa lua cheia é ainda mais importante porque é uma lua cheia em touro, enquanto o sol está em escorpião. Mais uma vez os os opostos. Touro é um signo bem ligado ao material, à terra. Enquanto escorpião fala das profundezas. Que tal usar esses opostos como complementares? Pensar o que deve ficar e o que deve ir emocionalmente.


A vida é muito simbólica pra gente operar somente no racional. Ela tá aqui, mais uma vez, mostrando pra gente o quanto a gente precisa encerrar nossos ciclos de forma consciente, o quanto a gente precisa se desapegar do que já não faz mais sentido. Entrar no ciclo de vida-morte-vida.


Criar rituais é importante e não tem certo e errado. Use os símbolos que acompanham a sua vida. Símbolos que você acha que representa encerramento, fim.

Escreve o que você não quer mais na sua vida e queima.


Se você estiver no seu período menstrual, na fase da anciã, ouve o que esse arquétipo tem para te dizer.

O que a justiça de Perséfone te fala?

Como é o ritual que Héstia está te indicando fazer?






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