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  • Lila Mesquita

LUA

Atualizado: Jun 4

Escrevi ouvindo: Luedji Luna - Tirania


Ufa! Passou, né?? Como foi para vocês essa semana de lua cheia e eclipse?? Por aqui foi bem puxado. Comecei várias coisas e não consegui finalizar quase nenhuma. Senti minha cabeça fervendo de ideias mas sem muita orientação. No fim, eu só sentia vontade de cantar e dançar. E acredite… isso é uma novidade e tanto pra mim! Lembra que eu sou tipo bonequinho de palito? Corpinho pequeno e cabeça grande?

Nada acontece por acaso nos mitos e também na nossa vida. Por coincidência ou não, esse foi o tema da minha terapia também, como eu estou aprendendo a permitir meu corpo se expressar e não só levar absolutamente TUDO para o racional. Talvez essa vontade de dançar e cantar tenha sido a forma que minha mente achou para lidar com toda essa energia lunar.

Desde a antiguidade as civilizações acreditavam que a natureza da mulher era a mesma da natureza da lua. Nossos ciclos, o fato da gente se encher e depois se esvaziar ao longo dos dias e semanas e tudo aquilo que a gente já sabe.

Os mestres da tradição do Ashatanga Yoga não aconselham a prática durante o ciclo da lua cheia e também da lua nova, eles falam que são muitos planetas e astros alinhados.


Sol, terra e lua.


E faz todo sentido, né? Pensa que, durante esses dois ciclos (lua cheia e nova) a lua também descansa porque ela não precisa nem crescer, nem minguar. Agora, pergunta se a ocidental aqui respeita essa pausa? É claro que não!


Apesar de falar muito sobre instinto, intuição e sobre como a vida é muito simbólica para a gente viver só no racional, a racionalidade foi meu único pilar por muito tempo e eu fiquei exausta. Agora eu escolhi não ter só esse pilar, tô construindo outros… porque é só desse jeito que, se um rachar ou até mesmo ruir, eu não desmorono mais.


Ontem eu tive um sonho muito bom, daqueles que a gente não quer acordar e mesmo sonhando, a gente consegue pensar “por favor, não acaba”. Falei sobre ele com a Erika, demos risada, pensamos em significados, interpretamos… Mas no fim, o recado que ficou para mim foi a fala dela “não leva a vida tão a sério”.


Junto essa fala com a minha participação na LIVE do Pedrinho Fonseca, quando ele me convidou sem aviso prévio e eu, de pijama, aceitei o convite. Morrendo de vergonha mas fui. Quando contei para minha terapeuta ela morreu de rir e achou ótimo. É isso, minha gente… Se a lua te chama pra dançar, dança. Se te chama para cantar, canta. Pra colocar alguns pingos nos ís, vai lá e põe. A vida é boa demais para não ser sentida.


Essas milhares de sensações são minhas e eu te convido a se permitir sentir as suas também. Aproveita a lua e não leva a vida tão a sério assim. E se você acha que outra mulher também tá precisando dançar para e com a lua, compartilha esse texto com ela, vai?!

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